É bem mais fácil de falar de dias bonitos, alegres, cheios de cor e felizes. Mas todos sabemos que nem só de dias assim a vida se vive.
Há dias feios, tristes, cinzentos, em que nos sentimos infelizes. Confesso que não me sinto tão há vontade de falar neles. Custa-me fazê-lo, custa-me mesmo muito.
Nesses dias o que costumo fazer é recolher-me, estar eu e os meus botões, quieta e calada no meu canto. Mesmo sabendo a importância e o bem que me faz deitar cá para fora as palavras que me sufocam.
Não sou rapariga de me queixar, sou muito mais de agradecer, quem me lê ou quem me conhece sabe disso.
Mas na verdade, tenho tido alguma dificuldade em lidar com dias cinzentos. Admito aqui essa minha fraqueza. A minha dificuldade em lidar com aquilo que dói. Não que eu seja sempre assim. Não sou. E embora não seja de baixar os braços, estou numa fase em que me sinto mais frágil.
Ainda assim continuo com um dos meus lemas de sempre e tento ao máximo para não desviar o foco desse lema: se cair levanto-me, se por acaso voltar a cair volto a levantar-me, e sigo em frente!
Se Junho foi um mês alegre, cheio de cores vivas e intensas e repleto de alegrias, já Julho presenteou-me com uma palete de cores bem mais escuras. E com os dias cinzentos veio a energia (ou falta dela) deprimente deles. Essa "má" energia trouxe-me dúvidas, medos, lágrimas, momentos de reflexão, isolamento e claro lições!
Precisei de estar ausente daqui, precisei de me focar na realidade dos meus dias, de conjugar o verbo parar e logo de seguida o verbo agir. Afinal o que não nos derruba torna-nos mais fortes.
Encerrei o mês de Julho a agradecer por tudo o que ele me trouxe, mesmo que isso englobe coisas menos boas e dias tristes. Com dor aprendemos sempre, vimos quem temos ao nosso lado, sentimos o seu amor e apoio incondicional, paramos para pensar, tomamos resoluções, temos a oportunidade de direcionar a nossa mente para o que de bom essa dor nos pode trazer, e tudo isto é tão positivo. Não há como não agradecer.
Há que lembrar e acreditar que o sol volta sempre. E com ele a luz e as cores perfeitas para os nossos dias.
With love,
Catarina.